O cancro invisível dos nossos olhos
O retinoblastoma é uma condição oftalmológica rara, mas de extrema importância, que afeta principalmente crianças . Este “cancro invisível dos nossos olhos” é um tumor maligno que se desenvolve na retina, a camada sensível à luz na parte de trás do olho. Embora seja uma doença pouco comum, é essencial compreender os seus sintomas e formas de diagnóstico precoce, uma vez que o tratamento oportuno pode salvar vidas e preservar a visão das crianças afetadas.
Sintomas do retinoblastoma
Pode ser difícil de diagnosticar nos estágios iniciais, mas existem alguns sintomas que os pais e cuidadores devem estar atentos. Estes incluem:
Reflexo pupilar branco: Também conhecido como “reflexo de olho de gato”, pode ser observado quando a pupila de uma criança parece branca em vez de vermelha em fotografias com flash.
Estrabismo: O estrabismo é uma condição em que os olhos não estão alinhados corretamente, e isso, pode ser um sinal de retinoblastoma.
Deterioração súbita da visão: Uma criança pode reclamar de dificuldade em ver ou de perda repentina de visão.
Dor ou inflamação ocular: Isso pode ocorrer quando o tumor atinge um estágio mais avançado.
Diagnóstico precoce e importância
O diagnóstico precoce do retinoblastoma é crucial para o sucesso do tratamento. Os oftalmologistas utilizam várias abordagens para confirmar a presença deste tumor ocular, incluindo:
Exame oftalmológico: Um exame detalhado dos olhos da criança, que pode incluir a dilatação das pupilas para melhor visualização da retina.
Ultrassonografia: Pode ser usada para avaliar o tumor e determinar o seu tamanho e localização.
Ressonância magnética: Ajuda a obter imagens mais precisas da área ocular afetada.
A deteção precoce permite que os médicos intervenham antes que o tumor se espalhe para outras partes do olho ou do corpo. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação destes, dependendo do estágio da doença.
Prognóstico e acompanhamento
O retinoblastoma tem uma taxa de sobrevivência significativamente alta, especialmente quando diagnosticado precocemente. No entanto, o tratamento e o acompanhamento a longo prazo são essenciais para garantir a saúde ocular contínua da criança. O olho afetado pode precisar de monitorização constante para evitar recorrências.







