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Catarata

Tudo o que precisa de saber sobre Cataratas

   As cataratas são uma condição ocular que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Neste artigo, vamos explorar o que são as cataratas, as suas origens, os sintomas, os tratamento e como prevenir o seu aparecimento.


O que são as cataratas?

    As cataratas são opacidades no cristalino do olho, a lente natural que nos permite ver claramente. A íris, localizada atrás dela, permite que os raios de luz entrem no olho, atravessem-no e se dirijam à retina, formando assim as imagens que vemos. Quando o cristalino perde a sua transparência, as imagens tornam-se turvas, resultando numa visão comprometida.

Sem Catarata
Com Catarata


Origem do nome “Catarata”

    A palavra “catarata” tem raízes antigas e vem da antiga Pérsia. Onde se acreditava que a opacificação do cristalino era causada pela queda de um líquido corrupto nos olhos. 


Idade e Cataratas

    A catarata é uma patologia relacionada com a alteração das propriedades do cristalino. Ocorre geralmente ao longo do tempo, sendo a forma mais comum denominada catarata senil. Ela surge pouco a pouco como um processo natural de envelhecimento dessa estrutura, deteriorando a visão. Geralmente os seus efeitos começam a ser notados em pessoas acima dos 60 anos, apesar da deterioração se iniciar entre os 45 e 50 anos. 

    Contudo, dependendo do tipo de catarata, que podem ser também do tipo traumático ou congénito. Estão documentados casos de cataratas mais precoces, em jovens adultos e população pediátrica, apesar de estes tipos serem em número residual.


A catarata pode desenvolver-se igualmente nos dois olhos?

    A catarata, na sua maioria, tem uma origem degenerativa, e a tendência natural é que, com o avanço da idade, esta condição afete ambos os olhos. Contudo, a catarata nem sempre surge simultaneamente nos olhos direito e esquerdo. Pode-se encontrar estágios diferentes da catarata em cada olho e o desenvolvimento pode ocorrer em apenas um dos olhos.


Quais os sintomas da catarata?

    A sintomatologia associada à catarata é variada e vai aumentando à medida que esta se desenvolve. Entre os sintomas encontram de forma mais frequente a sensação de visão turva, ou enevoada, a diminuição ao contraste e da distinção das cores, o aumento da sensibilidade à luz, dificuldade de condução em condições de baixa iluminação. Um sintoma menos frequente é a diplopia monocular, ou seja, mesmo tapando um dos olhos o paciente continua a ver duas imagens com o olho afetado pela catarata.

    A alteração frequente do erro refrativo é muito comum e implica uma mudança mais frequente de óculos. Existem casos documentados, ainda que em baixo número, de pacientes que para sua surpresa, embora com fundamento cientifico, passem a ver melhor ao perto em consequência de um tipo específico de catarata, apesar de passarem a apresentar maiores dificuldades na visão de longe.


Porque se desenvolve a catarata, pode ser provocada por outras doenças?

    A catarata senil, o tipo mais comum, é um processo degenerativo que ocorre por exposição continua aos raios u.v e infravermelhos. Como consequência dessa exposição, as moléculas bioquímicas do cristalino, nomeadamente as suas proteínas, sofrem alterações conformacionais que levam à perda de transparência por retenção de água. Para além da transparência, uma consequência do envelhecimento celular é a diminuição da elasticidade. Desta forma os raios de luz têm mais dificuldade em atravessar a nossa lente natural, originando a perda de visão.

   No entanto, outros fatores ao longo da vida podem causar a aquisição de diferentes tipos de cataratas. Há cataratas traumáticas, causadas por algum tipo de trauma ocular, muito comum em operários e desportistas na ausência de proteção ocular e ainda as cataratas metabólicas, causadas por doenças como os diabetes ou outras patologias que requerem o uso de cortisona.

    Existem ainda as cataratas congénitas, responsáveis pelo aparecimento desde a gestação e momento do nascimento. Deve-se diagnosticar essas cataratas o mais cedo possível, pois podem causar uma diminuição irreversível da visão e consequente ambliopia. É um exame de diagnóstico simples com recurso, a um oftalmoscópio, um aparelho simples e portátil capaz, que por observação é capaz de detetar estas opacidades desde os primeiros dias do recém-nascido.


Como se trata ou controla a catarata?

    Não há até ao momento um medicamento que previna as cataratas. Mas existem cuidados que podem atrasar o seu aparecimento, como o uso de óculos graduados e de sol com lentes que protegem da radiação ultravioleta. No caso de profissões em que a exposição a infravermelhos é mais elevada, como na indústria vidreira, metalúrgica e no uso de fornos para a produção de pão e similares, o uso de lentes específicas que reduzam a incidência de infravermelhos é extremamente benéfico. A dieta alimentar é também um fator importante, o consumo regular de alimentos ricos em vitaminas A, C, E pode ter algum efeito na prevenção. 

    Quando a catarata se encontra num estado avançado onde a correção optométrica já não é suficiente. Comprometendo o bem-estar e execução das tarefas diárias, a única possibilidade até ao momento é a cirurgia. Embora algumas alternativas de futuro estejam atualmente em estudo científico, a ativação de uma proteína específica é necessária para isso. Para tal, são necessárias intervenções de equipes multidisciplinares com profundo conhecimento da bioquímica ocular, um assunto que nos é muito caro e que abordaremos também neste site em breve.

O tratamento

    Quando o tratamento passa pela cirurgia, o optometrista ou outro especialista de saúde visual que acompanha o paciente deve encaminhar o paciente para os serviços de saúde de referência, nomeadamente médico de família, com as informações clínicas que achar relevantes. A cirurgia de remoção da catarata, que substitui o cristalino por uma lente apropriada, permite que os pacientes recuperem a visão perdida. É importante referir que apesar de se tratar de uma cirurgia aparentemente simples existem cuidados e regras de higiene a seguir no pós-operatório. Nomeadamente o uso de óculos de sol de elevada proteção desde o primeiro momento. O seguimento terapêutico recomendado e consultas de avaliação visual de nos 15-30-90 dias seguintes, por forma a corrigir qualquer erro refrativo remanescente tanto para longe como para perto.

É importante informar os pacientes de que a prescrição oftálmica que utilizavam antes da cirurgia será totalmente alterada após essa intervenção. Mesmo que a cirurgia tenha ocorrido sem complicações, será necessário atualizar as lentes.


    Portanto, as cataratas podem afetar qualquer pessoa, mas compreender a sua origem, sintomas e tratamentos pode ajudar a manter uma visão saudável. A prevenção é fundamental, e a cirurgia pode trazer de volta a nitidez da visão. Então, esteja ciente dos sinais e não hesite em procurar ajuda se necessário.

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